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Comida, bebida, rock, um bom papo e conectividade. Será que essa moda pega ? Quase na virada do século as pessoas voltam a se reunir em Cafés para encontrar os amigos, ler as últimas notícias, discutir os acontecimentos do dia e - quem diria - ler e responder a própria correspondência. São os Cyber Cafés, que começam a se espalhar pelo mundo. Os Cyber Cafés se enquadram em um tipo de espaço onde você encontra o próprio café, comida, bebida, música e computadores plugados em uma rede qualquer, de preferência a Internet. Eventualmente você dispõe até de um ponto de força e de uma tomada de telefone para plugar o seu notebook e se conectar. Os Cafés se tornaram mais populares na primeira metade do século, na Rive Gauche de Paris, quando gente como Sartre, Camus, Hemingway, entre tantos outros, se sentavam para beber, discutir e tentar mudar o mundo. O Café de Flore, no Boulevard Saint Germain, 172, foi o quartel-general do movimento existencialista. Em suas mesas Sartre e Camus desfrutavam a lareira e discutiam o que fazer caso Hitler invadisse Paris. Na mesma rua, no número 170, separados apenas por uma livraria, está o Deux Magots. Por ali e pela Brasserie Lip, no número 151da mesma rua, passaram Hemingway e os personagens de "O Sol Também Se Levanta". É possível que em um futuro não muito distante os lançamentos e noites de autógrafos se mudem das livrarias para os Cyber Cafés. Se você já está pensando que abrir um Cyber Café pode ser um bom negócio, dê uma olhada nos que já estão funcionando. O Cyberia, em Londres, o Café Orbital, em Paris e o Internet Cafe, no East Village de Nova York, são alguns modelos interessantes.
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