Diversos cursos incompletos, todos feitos sem convicção alguma: Jornalismo, Comunicação, Ciências Sociais, Filosofia e Engenharia Eletrônica.

Sempre motivados por alguma curiosidade passageira, um projeto ou uma mulher.

Sempre houve em mim o fascínio pela grande catarse, pelo grande orgasmo coletivo em torno de uma história que eu sempre acreditei existir. E nessa história sempre fui o personagem principal, nunca o coadjuvante.

Como todo intelectual decadente e apaixonado, passei a maior parte de minha vida tentando parir a grande obra, o grande filme, mas o máximo que consegui foi escrever um livro chamado Solidão dos Sobreviventes.

Passei a vida empurrando portas já abertas, escancaradas, porque na verdade sempre me faltou talento para arrombar qualquer porta que ainda estivesse fechada.

Dois roteiros para cinema, duas peças de teatro, meia dúzia de livros de poesia, um livro de contos (premiado em dois concursos nacionais) e um livro de ficção interativa em CD-ROM.

Conheci um sujeito chamado Passenger, que se diz um publisher na Internet . Ele me disse que eu devia aproveitar essa metamorfose selvagem, essa passagem do mundo analógico para o mundo digital, e tentar fazer hoje a revolução que as pessoas não conseguiram fazer em 1968.

"O limite entre a ficção e a realidade é apenas uma linha imaginária", disse ele.

"E o que isso tem a ver com o meu livro ?".

"Nada", ele respondeu.

Isso me convenceu. Achei o cara legal, confiei nele e passei o CD-ROM para que ele o transformasse em livro para o formato Web. Com carta branca para mexer no que quiser. Inclusive reinventar a vida de grandes amigos meus como Roberta, Fernanda e Alex.

Desenvolvo projetos multimídia e títulos em CD-ROM para o mercado americano.

Não é que o americano descobriu o meu grande talento, é que a mão-de-obra brasileira é mais barata mesmo.

Estou apaixonado por uma pessoa maravilhosa, chamada Marcela, com a metade da minha idade.

O sorriso dela me faz lembrar os papagaios coloridos que eu empinava nas manhãs ensolaradas da minha infância.

Meu e-mail é thomas@quattro.com.br. E-mail me. Ou nos vemos por aí.